21/02/2020 - Como podemos superar as raízes imperialistas e brancas no Ballet?


Eduardo Vilaro analisa em tópicos e dicas como podemos repensar algumas ações dentro do universo do Ballet, academias, empresas e espetáculos:

Conheça as raízes

Embora a programação do Ballet Hispánico promova a compreensão e a apreciação da diversidade da identidade cultural latina e africana, Vilaro menciona que a história do ballet ainda está enraizada em um sistema imperialista branco. "As estruturas do balé em nosso país continuam a apoiar um sistema de castas de cores", diz ele. Não é possível resolver esse problema simplesmente substituindo os corpos brancos por corpos negros. "As histórias precisam mudar", diz Vilaro, observando que algumas narrativas contadas no palco ainda mantêm os tropos raciais estereotipados do corpo Latino exótico ou fetichizado.

Mude a narrativa

Vilaro incentiva os diretores artísticos a olharem criticamente a programação de suas empresas e a promover um conjunto diversificado de vozes coreográficas. "Temos que começar a ter a conversa de todas as partes da organização, incluindo o conselho", diz ele. Em novembro, o Ballet Hispánico realizou um programa de obras de coreógrafos latinos, por exemplo. Uma vez que mais vozes diversas apareçam no palco, diz Vilaro, isso incentivará discussões produtivas em toda a empresa, incluindo professores, funcionários e alunos.

Confie na próxima geração

Vilaro acredita que a próxima geração de dançarinos está armada com um vocabulário aprimorado.. " Estamos ensinando os alunos a amarem seus corpos e a si mesmos, e a entenderem que são valorizados".

 

Fonte: dancemagazine.com

 


 

Voltar