12/11/2020 - Série Teatro Sérgio Cardoso 40 anos apresenta estreia do projeto Dança Hoje, concebido pela São Paulo Companhia de Dança


As comemorações de quatro décadas do Teatro Sérgio Cardoso continuam com a programação que homenageia um dos mais importantes espaços culturais de São Paulo. Na próxima sexta-feira, 13 novembro, a série Teatro Sérgio Cardoso 40 anos transmite gratuitamente, a partir das 20h, a estreia do projeto Dança Hoje pela plataforma #CulturaEmCasa, criada em abril deste ano pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São e gerida pela Amigos da Arte.

Dança Hoje, projeto concebido pela São Paulo Companhia de Dança (SPCD), é uma coleção de coreografias contemporâneas inéditas criadas especialmente para o suporte audiovisual a partir de um fino entrosamento entre música e movimento. As apresentações foram gravadas no Teatro Sérgio Cardoso – a casa da SPCD durante suas temporadas anuais no período em que os bailarinos estavam isolados em suas casas em quarentena. O objetivo era fazê-los explorar as possibilidades da contemporaneidade com a criação de obras de curta duração e número reduzido de intérpretes dentro das possibilidades impostas pelo contexto social do momento.

 “O Teatro Sérgio Cardoso, nos seus 40 anos de história, se consolidou também como um palco valioso para a dança, tendo recebido ao longo de sua trajetória renomadas companhias nacionais e internacionais. É uma honra para nós ter a participação da São Paulo Companhia de Dança, tão conectada com a história do teatro e fundamental na cena artística do país”, diz Danielle Barreto Nigromonte, diretora executiva da Amigos da Arte, instituição que gerencia o Teatro Sérgio Cardoso.

Sobre a série Teatro Sérgio Cardoso 40 anos

A série, lançada no dia 10 de julho deste ano, faz parte da comemoração de aniversário do Teatro Sérgio Cardoso, um dos principais teatros de São Paulo, que completou quatro décadas no mês de outubro. Pensando em disponibilizar cultura e entretenimento, de qualidade, gratuitamente, ao maior número de pessoas, toda sexta-feira, às 21h (a apresentação atual será transmitida, excepcionalmente, 20h), é veiculada apresentação de artistas que gravaram especiais no Teatro Sérgio Cardoso sem plateia.

Compositores, músicos, cantores e atores foram convidados a se apresentar no teatro vazio. Uma experiência única para cada um deles e também para quem acompanhar a série na plataforma #CulturaEmCasa. Já se apresentaram na série a cantora Ana Cañas, o pianista Vitor Araújo, o ator e palhaço, Raul Barreto, do grupo Parlapatões, Simoninha, a atriz Lara Córdulla, a banda Ira!, o bailarino e coreógrafo Jorge Garcia, a artista Lívia Mattos, o músico Maurício Fleury, Rappin' Hood, Sérgio Britto, Josyara, Chico César, a dupla de músicos Prettos e o rapper Dexter.

Além da série Teatro Sérgio Cardoso 40 anos, a comemoração de suas quatro décadas de atividades culturais contou com vários shows, apresentados de 9 a 13 de outubro, mês do seu aniversário, de renomados artistas como Claudia Raia, Fafá de Belém, Nando Reis, Amilton Godoy e João Carlos Martins.

Sobre o Teatro Sérgio Cardoso

Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso foi inaugurado em 13 de outubro de 1980, com uma homenagem ao ator. Na ocasião, foi encenado um espetáculo com roteiro dele próprio, intitulado “Sérgio Cardoso em Prosa e Verso”. No elenco, a ex-esposa Nydia Licia, Umberto Magnani, Emílio di Biasi e Rubens de Falco, sob a direção de Gianni Rato. A peça “Rasga Coração”, de Oduvaldo Viana Filho, protagonizada pelo ator Raul Cortez e dirigida por José Renato, cumpriu a primeira temporada do teatro.

Sobre a Amigos da Arte

A Amigos da Arte, Organização Social de Cultura responsável pela gestão do Teatro Sérgio Cardoso, trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e iniciativa privada desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo difundir a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos como o Museu da Diversidade Sexual o Teatro Estadual de Araras.

SERVIÇO
Série: Teatro Sérgio Cardoso 40 Anos – Dança Hoje – São Paulo Companhia de Dança
Data:
13 de novembro de 2020
Horário: às 20h
Plataformawww.culturaemcasa.com.br

PROGRAMA

  • Sociedade das Mulheres

Coreografia: Luan Barcelos
Música: Noturno nº 20 em Dó Sustenido Menor, Op. Posth, de Frédéric Chopin (1810 - 1849), interpretado por Amanda Martins (violino) e Horácio Gouveia (piano)     
Iluminação: Nicolas Marchi
Figurino: Raquel Davidowicz - UMA e Edmeia Evaristo
Bailarinos:  Ana Roberta Teixeira, Ana Silva e Cecília Valadares

O trabalho é inspirado pela força das mulheres nos dias atuais, com suas fragilidades e intensidades, enfatizando a importância delas para a família e a sociedade e também a evolução e a independência por elas alcançadas.

  • Sonatina

Coreografia: Ammanda Rosa
Música: Sonatina em Lá Menor, Op. 137 Nº 2 D 385, de Franz Schubert, interpretado por Amanda Martins (violino) e Horácio Gouveia (piano)
Iluminação: Nicolas Marchi
Figurino: Acervo SPCD
Bailarinos: João Gabriel Inocêncio e Leonardo Pedro

Sonatina é uma obra pensada para dois jovens bailarinos com o intuito de mostrar o frescor e a energia que a juventude tem. Os movimentos são baseados na brincadeira existente na música entre violino e piano, buscando integrar os corpos dos bailarinos a esses instrumentos.

  • Dualidade

Coreografia: Mônica Proença e Jonathan dos Santos
Música: Lingering Darkness, de Logan Jones, executada por Adriana Holtz (violoncelo)
Iluminação: Nicolas Marchi
Figurino: Yuk Dancewear
Bailarinas: Letícia Forattini e Luiza Yuk

Dois coreógrafos, duas intérpretes, duas linguagens dentro de uma mesma dança. A obra conecta artistas presentes em três diferentes países – Alemanha, Canadá e Brasil –, em um diálogo entre as linguagens da dança clássica e contemporânea.

  • Brumas

Coreografia e música: Matheus Queiroz
Iluminação: Nicolas Marchi
Figurino: Acervo pessoal
Bailarino: Matheus Queiroz

A coreografia explora o movimento como uma resposta às incertezas despertadas pela pandemia e busca evidenciar que, mesmo em meio às adaptações feitas por cada um para enfrentar esta condição, sempre há formas de encontrar um caminho para atravessar o nevoeiro.

  • Linha de Frente

Coreografia: Yuri Ruppini
Música: João de Nada e Clocks & Clouds
Iluminação: Nicolas Marchi
Figurino: Edmeia Evaristo
Bailarina: Michelle Molina

Sob a ótica do teatro épico de Bertolt Brecht (1898-1956) e da teoria crítica de Walter Benjamin (1892-1940), a obra traça um paralelo entre conflitos pessoais e universais e coloca a bailarina para explorar tensões anárquicas no corpo em busca de sua plena libertação.

  • Objeto do Meu Próprio Desejo

Coreografia e música: Esdras Hernández Villar
Iluminação: Nicolas Marchi
Figurino: Edmeia Evaristo
Bailarino: Daniel Reca

A obra é um convite a um mergulho no pensamento de um dos maiores bailarinos e coreógrafos do século XX, o russo Vaslav Nijinsky (1889-1950), a partir de releituras das criações desse artista, confinado após um diagnóstico de esquizofrenia. Os fantasmas de seu passado artístico vêm visitá-lo uma última vez para lembrá-lo de quem ele foi e avisá-lo quem ele será na história.

  • | CON | TATO |

Coreografia: Letícia Forattini
Música: Solitude, de Matheus Queiroz (violão)
Iluminação: Nicolas Marchi
Figurino: Acervo pessoal
Concepção e dramaturgia: Letícia Forattini e Bastian Thurner
Intérpretes: Matheus Queiroz, Nielson Souza, Renata Peraso e Rodolfo Dias Paes

Quatro artistas ocupam diferentes pontos de um teatro vazio. Diversas sensações permeiam a relação entre eles no espaço e tempo. Seria a conexão que os une fruto de memórias, sonhos ou desejos? A obra é permeada por trechos de Cartas 1793 - 1811, do poeta alemão Heinrich von Kleist (1777-1811).

  • Ikigai

Coreografia: Renata Peraso
Música: Hisato Tanaka (2020)
Iluminação: Nicolas Marchi (in memorian)
Figurino: Acervo pessoal
Bailarino: Yoshi Suzuki

Ikigai (????) é uma palavra de origem japonesa que significa "razão de viver", "objeto de prazer para viver" ou "força motriz para viver". De acordo com a tradição nipônica, todos têm um ikigai. A partir disso, coreógrafa e bailarino refletem sobre a motivação e as dificuldades da vida e como a busca pela própria essência pode ser boa e, muitas vezes, perturbadora.

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