14/12/2020 - DONA MARIQUINHA VIU E ME CONTOU. EXPERIÊNCIA ESPACIAL POÉTICA


Criada no encontro com as restrições e possibilidades geradas pelo isolamento social derivado da pandemia pela dançarina Marília Carneiro, a obra coreográfica DONA MARIQUINHA VIU E ME CONTOU. EXPERIÊNCIA ESPACIAL POÉTICA será apresentada pela última vez dia 20 de dezembro, domingo, às 19h, na plataforma de videochamadas Zoom. Com apresentação ao vivo e online, a obra traz ao ambiente virtual as bailarinas Lidiane Marques e Mylene Corcci sob a direção da própria Marília.

Dividida em oito partes, que totalizam 60 minutos de duração, DONA MARIQUINHA VIU E ME CONTOU. EXPERIÊNCIA ESPACIAL POÉTICA tem como temas centrais espaço, movimento e sonhos. Para isso, a diretora e as bailarinas criaram diversas situações ao longo da obra coreográfica para mexer com as sensações de espaço e tempo das pessoas, friccionando dança e audiovisual.

Sem uma narrativa linear, as oito partes – Hall do Teatro, Máquina de Escrever, Caixa Branca, Mapa, A Peixa, Aplausos, Despedidas e Boca a boca – são uma ode à invenção dos espaços oníricos e poéticos, onde o público fica convidado a criar suas narrativas ou apenas desfrutar do prazer de devanear.

Poesia e surrealismo

Para Marília Carneiro, DONA MARIQUINHA VIU E ME CONTOU. EXPERIÊNCIA ESPACIAL POÉTICA permite à plateia experienciar o espaço como poesia, ao entrar em um teatro virtual e viajar em material coreográfico visual provocante à imaginação, e que cabe na palma da mão, ou seja, pode ser visto pelo celular. “Há um trabalho de perspectiva, de profundidade, de direção de movimento, de voz, de dramaturgia. É surrealista e as metáforas, de alguma maneira, reenviam ao isolamento social”, explica a coreógrafa e diretora.

Os movimentos de DONA MARIQUINHA VIU E ME CONTOU. EXPERIÊNCIA ESPACIAL POÉTICA foram criados a partir de procedimentos que Marília Carneiro desenvolveu nos laboratórios de práticas digitais de Contact Improvisation & outros métodos geniais no mês de abril, logo no início da pandemia. “A obra me satisfaz enquanto artista contemporânea, no cumprimento de um papel social mesmo, de explorar as condições históricas de meu tempo”, explica.

Dona Mariquinha viu e me contou

Construída pela experiência mediada pela tela, a obra coreográfica é um trabalho site specific para a plataforma Zoom e marca a criação de uma nova cia. de pesquisa e criação em dança contemporânea dirigida por Marília Carneiro. “Todo suporte para a criação da cia. vem da Mucíná - Aquela que Dança, uma plataforma de ensino e pesquisa em prática artística interdisciplinar criada por mim. Mucíná é uma palavra da língua xangana, que estudo em Moçambique, e quer dizer literalmente aquela que dança, a bailarina, o bailarino,”.

Marília também explica a origem do nome do espetáculo. “Há 15 anos morei na região Amazônica e conheci Dona Mariquinha, uma mulher da floresta que me contou da vez em que viu e capturou um curupira. Era uma verdadeira contadora de histórias e DONA MARIQUINHA VIU E ME CONTOU. EXPERIÊNCIA ESPACIAL POÉTICA é exatamente sobre como contar uma história”, enfatiza.

Sobre Marília Carneiro

Diretora, coreógrafa, bailarina, pesquisadora, professora doutora em Educação. Fundou e faz a gestão cultural da plataforma interdisciplinar Mucíná - Aquela que Dança, com sede em Campinas, estado de São Paulo. Nasceu em São Paulo, morou em muitas partes do mundo e oito anos no Rio de Janeiro, onde é bacharel em Dança pela Faculdade Angel Vianna e bailarina criadora pelo Ateliê Coreográfico de Regina Miranda. Esteve em residência artística na França, Canadá, Moçambique e África do Sul, com prêmios e bolsas de pesquisa. Pela vida especializou-se em Contact Improvisation (Paxton), destacando os estudos presenciais com Nancy Stark Smith e Alito Alessi. Na África austral, participa do Festival Kinani de Dança Contemporânea de Maputo desde 2013, dialogando e realizando diferentes formas com renomados artistas contemporâneos que por lá vivem e circulam. Em 2020 produziu a vinda para Campinas de Horacio Macuacua e de Denise Namura.

SERVIÇO
DONA MARIQUINHA VIU E ME CONTOU. EXPERIÊNCIA ESPACIAL POÉTICA 

Data: Sessão única dia 20 de dezembro,
Horário: domingo, às 19h, no
Local: Teatro virtual da Mucíná no Zoom.
Ingressos: A partir de R$ 20,00 pelo sympla.com.br/mucina.
Duração: 60 minutos
Classificação Etária:  14 anos

Ficha Técnica

Concepção e Direção – Marília Carneiro.
Bailarinas – Lidiane Marques e Mylene Corcci.
Colaboração de Criação – Natan Rodrigues e Conrado Falbo.A
Arte Gráfica – Vanessa Neuber.
Realização – Mucíná - Aquela que Dança.

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