29/01/2021 - 3 grandes nomes da dança para se inspirar


Janet Collins

Janet Faye Collins foi a primeira bailarina negra no Metropolitan Opera, coreógrafa e professora afro-americana. Seu legado artístico é de suma importancia para o florescimento de artistas negros na dança teatral. 

Nascida em 2 de março de 1917, uma das seis crianças de um alfaiate e uma costureira, em New Orleans, Louisiana, região herdeira de uma das mais cruéis facetas do sistema escravocrata estadunidense.

Collins também era uma talentosa artista plástica e sua família incentivou-a a renunciar à dança pela pintura, o que na época oferecia mais oportunidades aos negros. Estudou arte em Los Angeles City College e na Los Angeles Art Center School. Embora estudante de arte com uma bolsa de estudos, continuou a estudar dança.Estudou música hebraica com o compositor Ernest Bloch, dança moderna sob Lester Horton, dança espanhola com Angel Casino, coreografia com DorisHumphrey e HanyaHolm e tantas outras figuras importantes, comoAdolphBolm, CarmelitaMaracci e Mia Slavenska.

Ainda muito jovem, aos 15 anos,foi aprovada na audição do prestigiado Ballet Russe de Monte Carlo quando a companhia se apresentou em Los Angeles durante sua turnê americana. Na companhia de LeonideMassine, da União Soviética de 1932 jáestalinizada, não ingressou porque recusou-se a pintar o rosto e toda pele de branco para dançar (exigência muito comum no ceio das artes cênicas). "Eu pensei que o talento importava, não a cor", disse certa vez à U.S. News & World Report. E que quando ela chegou em casa chorando, sua tia Adele disse-lhe para continuar praticando: "Não tente ser bom, tente ser excelente."

Mudou-se para Nova York em 1948, em 1951 tornou-se a primeira bailarina afro-americana a ser contratada em tempo integral pelo Metropolitan Opera em Nova York, assim que ZacharySolov, o novo mestre de balé do Metropolitan Opera, a viu dançar. Mais tarde participou de filmes e de inúmeros programas de TV, recebendo bolsas de estudo e outros diversos prêmios, incluindo o reconhecimento da comunidade negra.

Quando saía de  Nova York, onde tinha certo reconhecimento, não tinha a mesma recepção que os demais bailarinos, era impedida de entrar em espaços públicos, por exemplo.

A presença de Janet no Ballet, dança originada das cortes europeias e codificada a partir de corpos brancos, questionou padrões seculares e provou que mulheres negras podem e devem ocupar importantes papéis no universo da dança.

 Para saber mais sobre o seu trabalho: 

- Brave Ballerina: The Story of Janet Collins. pode ser adquirido também no formato kindle. 


Pearl Primus 

Pearl Eileen Primus era uma dançarina, coreógrafa e antropóloga americana. Primus desempenhou um papel importante na apresentação da dança africana ao público americano. No início de sua carreira, ela viu a necessidade de promover a dança africana como uma forma de arte digna de estudo e performance.

Primus acreditava em pesquisas sólidas. Sua busca meticulosa por bibliotecas e museus e seu uso de materiais de fontes vivas a estabeleceram como uma estudiosa de dança. Se concentrou em questões como opressão, preconceito racial e violência. Seus esforços também foram subsidiados pelo governo dos Estados Unidos, que incentivou empreendimentos artísticos afro-americanos.

Para saber mais sobre o seu trabalho: 

- The Dance Claimed Me: A Biography of Pearl Primus. de Murray Schwartz, Peggy Schwartz

Alvin Ailey 

Alvin Ailey foi um grande coreógrafo conhecido pelo seu estilo altamente teatral e moderno!

As religiões de matrizes africanas foram, muitas vezes, pano de fundo de suas apresentações. Tornou-se um dos coreógrafos e ativistas mais reconhecidos do mundo, sempre celebrando as diferenças e a luta pelos direitos civis.

Ailey nos deixou cedo, em 1989, aos 58 anos, vítima de uma doença sanguínea rara. Seu legado segue vivo em sua Companhia de Dança "Alvin Ailey American Dance Theater", que recebeu o título de "Embaixadora Cultural para o mundo" por causa de sua extensa turnê internacional.

Para saber mais sobre o seu trabalho: 

- Livro: Revelations, de Alvin Ailey

Até a próxima! 

 

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