15/02/2021 - Nave Gris Cia Cênica abre inscrições para dois Ateliês que unem dança, costura e bordado


A Nave Gris Cia Cênica dá continuidade ao projeto Mãos que bordam o tempo, pés que acordam o chãocontemplado pela 27ª Edição do Programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, com dois ateliês que fazem parte das Ações (per)Formativas do espetáculo A-VÓS.  Pano pra Dança: Ateliê Criativo de Trajes para o Movimento e Alinhavando Afetos: Ateliê de Dança e Bordado acontecem em março e abril, respectivamente, de forma remota. As inscrições devem ser feitas pelo site da companhia https://navegris.com.br/.

As duas ações são gratuitas e propõem uma experiência estética a partir das linguagens do bordado, da costura, da dança e da narrativa, para aproximar os (as) (es) participantes do espetáculo A-VÓS. “Atrelar a produção artística às Ações (per)Formativas nos possibilita submeter conteúdos e elementos presentes nos espetáculos a outros contextos, abordagens e relações, numa busca contínua da Nave Gris por outros caminhos, lugares e formatos para a experiência estética”, afirmam a artista da dança Kanzelumuka e o ator e bailarino Murilo De Paula, que dividem a direção do grupo.

Pano pra Dança - Inscrições abertas no site https://navegris.com.br/

O ateliê Pano pra Dança, que será realizado ao longo de março de 2021, foi concebido com o objetivo de criar um espaço para pensar-experimentar a confecção de vestimentas para a dança cênica, despertando nos participantes possibilidades criativas para figurinos e adereços. A ideia é abordar as especificidades do traje cênico como extensão do movimento e do gesto, lançando luz para as relações intrínsecas entre a dança e o que veste a (o) (e) bailarina (o) (e). 

A artista Andrea Soares é quem orienta este ateliê e parte de duas fontes principais para guiar os (as) (es) participantes: sua experiência em criações de Dança e as manifestações tradicionais da cultura brasileira, em que os figurinos e os adereços são elementos que atuam não só como princípio estético plástico, mas também como propositor/provocador e reverberador/ampliador do movimento. De caráter teórico-prático, Pano pra Dança pretende apresentar as noções de conceito e execução dos trajes e instigar cada participante a buscar soluções práticas tendo como ponto de partida o que se deseja visualizar no corpo que dança. Este ateliê é voltado principalmente para figurinistas, bailarinas(os)(es), artistas visuais, costureiras(es)(os) e pessoas com alguma experiência com costura e/ou concepção e confecção de figurinos ou pessoas que querem experimentar este fazer. Como será remoto, cada participante pode usar os materiais disponíveis em casa.

Alinhavando Afetos – Inscrições de 29 de março a 12 de abril

Em abril, acontece Alinhavando Afetos: Ateliê de Dança e Bordado, com a orientação artística de Fredyson Cunha, Kanzelumuka, Murilo De Paula e Rochele Beatriz, integrantes da Nave Gris Cia Cênica. Que movimento há entre um ponto e outro? Que memória é desatada no ato de bordar? Que palavras, que histórias brotam do movimento das mãos ou de um passo de dança? Que distância há entre avô/avó e seus netos (as) (es)? Que encontros podemos tecer entre um ponto no tecido e um gesto no espaço? Qual o espaço que podemos ocupar entre a dança,  a palavra e o bordado? 

Alinhavando Afetos: Ateliê de Dança e Bordado não é uma oficina de bordado, não é uma aula de dança, é um espaço para o encontro criativo em que, por meio de elementos simples do bordado, da dança e da narrativa, convidamos os participantes a partilharem memórias e afetos. Neste ateliê, os integrantes da Nave Gris Cia Cênica irão propor alguns procedimentos criativos que fizeram parte da construção do espetáculo A-VÓS, espetáculo que aborda essa relação de descendência e ancestralidade.

Como o contínuo movimento da agulha que abre o caminho para a linha do bordado, o ateliê é um convite a pensar o tempo de forma circular, a evocar memórias e se dispor ao encontro entre gerações. Para participar não se faz necessário conhecimentos prévios de bordado ou dança, pois será uma experiência de contato com essas linguagens. Para quem já borda e dança, é uma oportunidade para encontrar outros significados e caminhos para esses fazeres. Qualquer pessoa entre 10 e 110 anos pode se inscrever. Este é um encontro intergeracional, portanto é muito bem-vinda a participação de avós e netas(os)(es), pais, mães e filhes(as)(os), tias(es)(os) e sobrinhos(as)(es).

Foto: A-VÓS_crédito foto Mônica Cardim

SERVIÇO

Pano pra Dança: Ateliê Criativo de Trajes para o Movimento

Período de realização: Março, de 08/03/2021 à 31/03/2021
Data: às segundas e quartas-feiras.
Horário: das 11h às 13h.
Local: remotamente, via plataforma Google Meet.
Inscrições e mais informaçõeshttps://navegris.com.br/.
Vagas: 12 participantes.
Resultado da seleção: 01 de março de 2021 no site https://navegris.com.br/. 

Sobre a orientadora artística Andrea Soares, convidada para o ateliê Pano pra Dança:

Andrea Soares é artista da cena - dança e teatro - eutonista, pesquisadora das culturas tradicionais brasileiras e educadora em dança.

Alinhavando Afetos: Ateliê de Dança e Bordado

Período de realização: Abril
Turma I – 17 e 18 de abril – sábado e domingo
Turma II – 24 e 25 de abril – sábado e domingo
Dias e horários: sábados, das 15h às 18h | domingos, das 10h às 13h.
Local: remotamente, via plataforma Google Meet.
Inscrições: de 29/03/2021 a 12/04/2021 pelo site https://navegris.com.br/.
Vagas: 15 pessoas por turma.
Seleção: por ordem de inscrição.
Resultado da seleção: 14 de abril de 2021 no site https://navegris.com.br/.

Sobre os artistas orientadores integrantes da Nave Gris Cia Cênica:

Fredyson Cunha é bailarino e professor de dança. Kanzelumuka é artista da dança (criadora-intérprete, pesquisadora e professora). Murilo De Paula é ator/bailarino, dramaturgo, diretor e professor de artes cênicas. Rochele Beatriz é artista têxtil, educadora e produtora cultural.

Sobre a Nave Gris Cia Cênica:

Nave Gris Cia Cênica, dirigida por Kanzelumuka e Murilo De Paula, nasceu em 2012 na cidade de São Paulo do encontro entre artistas de linguagens distintas e dedica-se, desde então, à pesquisa e ao desenvolvimento da cena como campo de pluralidade, espaço expandido e limiar entre dança, teatro e performance. Em sua prática criativa é fundamental o trabalho em parceria com artistas convidados, criando territórios de fricções onde cada um dos criadores se encontra no fazer a partir de suas diferenças e afinidades estéticas e técnicas, construindo trabalhos onde divergências e convergências tornam-se presentes como procedimentos de criação e matéria poética. As culturas afro-brasileiras e ameríndias estão presentes no trabalho da companhia como motores na pesquisa e produção de estéticas contemporâneas que afirmam a multiplicidade de vozes, corpos e pensamentos que nos constituem como latino-americanos. Além de sua própria produção artística a Nave Gris desenvolve um constante trabalho de constituição de redes, produzindo ações que reúnem artistas cujos trabalhos dialoguem com este contexto cultural.

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