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25/04/2022 - ABRIL PARA DANÇA: APRESENTAÇÕES DE DANÇA DE GRAÇA EM SP.


A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, anuncia a nova edição do Abril Pra Dança. Entre os dias 22 e 30 de abril, todas as regiões da cidade recebem espetáculos em comemoração ao Dia Internacional da Dança, celebrado em 29 de abril desde 1982. Entre os destaques, estão apresentações do Ballet Stagium, do Balé da Cidade de São Paulo e de Nelson Triunfo, além de uma homenagem ao coreógrafo Ismael Ivo.

A abertura acontece no Teatro Paulo Eiró, dia 22, com o Ballet Stagium, que completa 50 anos em 2022. Na ocasião, são apresentadas as coreografias “Memória” e “Fluorescência”. A primeira se baseia nas memórias da companhia e nos momentos mais marcantes desse meio século de existência. A outra interpreta o tempo/espaço presente. O Stagium, vale ressaltar, é uma companhia que teve como influência artística o movimento da Semana de Arte Moderna de 22, cujo centenário é celebrado pela Secretaria Municipal de Cultura com o projeto 22+100.

Balé da Cidade, tradicional companhia de dança da Fundação Theatro Municipal, apresenta gratuitamente o espetáculo Isso dá um baile, que tem como inspiração o “passinho”, estilo de dança que surgiu nas periferias do Rio de Janeiro, nos bailes funk. O espetáculo acontece dia 23, na Praça das Artes; e dia 30, no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes.

Ex-diretor do Balé da Cidade, Ismael Ivo é homenageado no dia 10, em evento que antecipa o Abril Pra Dança, no Centro Cultural São Paulo (CCSP). O encontro “1 ano do Encantamento de Ismael Ivo – Novas perspectivas a partir do legado para a dança e corpo território” propõe uma roda de conversa sobre o bailarino e coreógrafo, falecido em 8 de abril de 2021, em decorrência da Covid-19.

O Abril Pra Dança também traz diversos espetáculos em parceria com o Mês do Hip Hop. Entre os destaques, está a apresentação de Nelson Triunfo e Baile Black, dia 23, na Praça das Artes, e dia 30, no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes. O dançarino, considerado um dos pais do hip hop nacional, mostra a evolução da dança no seguimento, desde os tempos do Soul Funk até os dias atuais com B.boy, Popping, Locking, House e Waacking.

Outros destaques ficam por conta da Cia Base, que apresenta espetáculo de dança vertical no histórico prédio do Centro Cultural dos Correios, no centro da cidade, com duas apresentações no dia 29; e o espetáculo “Sem Conservantes”, da Gira Dança, apresentado por bailarinos com deficiência, dias 23 e 24, no Teatro Paulo Eiró.

Como parte do 22+100, em comemoração ao centenário da Semana de Arte Moderna, a Cia Druw apresenta o espetáculo infantil Vila Tarsila, nos dias 23 e 24, no Teatro Cacilda Becker. O Centro de Referência da Dança apresenta a mesa Modernismo, Antropofagia e Dança, com Marika Gidali (do Ballet Stagium) e os professores e pesquisadores Casé Angatu e Juma Pariri e mediação de Lígia Tourinho.

Foto: CIA BASE — ÉVOLON [DANÇA VERTICAL]

A programação completa do Abril Pra Dança está no site da Secretaria Municipal de Cultura. Sujeita à alterações.

Confira os destaques da programação:

1 ANO DO ENCANTAMENTO DE ISMAEL IVO – NOVAS PERSPECTIVAS A PARTIR DO LEGADO PARA A DANÇA E CORPO TERRITÓRIO

Em 08 de abril de 2021 o mundo perdeu um de seus maiores artistas, Ismael Ivo nos deixou em decorrência da Covid-19. Para celebrar a memória e legado do bailarino e coreógrafo, o grupo de amigos e parceiros em apoio à família de Ismael Ivo, se reúnem para desenvolver uma série de atividades para o projeto “VIRADA ISMAEL VIVO”.

O bailarino e coreógrafo que é ícone da Dança Contemporânea, que dirigiu a sessão de Dança da Bienal de Veneza por sete anos; foi o primeiro negro a dirigir o Teatro Nacional Alemão (Weimar); criou o Festival de Dança ImPulsTanz (um dos maiores festivais de Dança Contemporânea da Europa); também foi o primeiro negro a dirigir o Balé da Cidade de São Paulo.

Este espírito de Macunaíma passou nesses últimos 5 anos pelo Balé da Cidade de São Paulo e pelo Theatro Municipal, incorporado pelo revolucionário artista — desafiador do seu tempo, Ismael continua sendo: Inspiração e transpiração, diante da capacidade como observador e transformador de realidades.

RODA DE CONVERSA — ISMAEL VIVO:

Uma iniciativa do Instituto Ismael Ivo, a mesa pretende discutir os desafios da arte fora do eixo, feita pelos artistas que ocupam as bordas/ marginalizados por uma sociedade desigual, a partir do mote de trabalho de Ismael Ivo: CORPO-CIDADE, que provocava a tensão entre o corpo do bailarino e sua relação com o território. Onde a dança habita? Qual o lugar da Dança? Qual o papel do bailarino no espaço urbano?

E os jovens periféricos? A dança para além da erudição e dos palcos?

A Multidisciplinariedade da Arte, as relações entre arte-corpo-espaço. A cidade como suporte das manifestações e interações artísticas.

| Centro Cultural São Paulo. R. Vergueiro, 1.000, Paraíso. Próximo da estação Vergueiro do metrô. Centro. Dia 10, 17h.

BALLET STAGIUM – BALLET STAGIUM 50 ANOS [BALLET]

Faixa Etária: Livre

Ballet Stagium – 50 Anos Memória e Florescência MEMÓRIA.

Trazer à memória um processo significa entrar em contato com a natureza do tempo, num trânsito constante entre a experiência vivida e as percepções que se criam em torno dela. Apresentar instantes da memória do Ballet Stagium neste momento implica em encontrar possibilidades que tornem este processo coletivamente consciente. “FLUORESCÊNCIA” Com concepção coreográfica de Décio Otero e direção teatral de Marika Gidali, “Florescência” tem como matéria substancial o nosso tempo/espaço presente. O colapso que vivenciamos é a demonstração evidente do fato de que o imprevisto sempre muda as perspectivas do inevitável. Nunca nos sentimos tão distantes e ao mesmo tempo tão unidos, e por outro lado, nunca nos sentimos tão distintos e ao mesmo tempo tão semelhantes. Diante desta visão, o Ballet Stagium novamente se posiciona perante este momento de escolhas e de ações.

| Teatro Paulo Eiró. Av. Adolfo Pinheiro, 765, Santo Amaro. Zona Sul. Dia 22, 21h.

BALÉ DA CIDADE – ISSO DÁ UM BAILE — [CONTEMPORÂNEA]

Faixa Etária: Livre

Bonde: Alyne Mach, Ana Beatriz Nunes, Bruno Gregório, Bruno Rodrigues, Fabiana Ikehara, Isabela Maylart, Luiz Crepaldi, Márcio Filho, Victoria Oggiam, Victor Hugo Vila Nova, Victoria Oggiam e Yasser Díaz

Solos: Ana Beatriz Nunes, Ariany Dâmaso, Bruno Gregório, Grécia Catarina, Isabela Maylart, Jessica Fadul, Leonardo Silveira, Luiz Crepaldi, Luiz Oliveira e Marcel Anselmé

Isso Dá um Baile tem como inspiração um estilo de dança que surgiu de forma bem espontânea nos bailes funks da periferia da cidade do Rio de Janeiro, ainda neste século, chamado de “passinho” — uma mistura de vários passos de funk, hip-hop, break, kuduro, popping, samba, forró, frevo e ritmos do recôncavo baiano.

A coreografia trata de um grande baile! Um momento em que todo o elenco vai chegando, trazendo suas histórias e seus desejos e estabelecendo um grande encontro — por que não? — num grande reencontro de dança, reencontro com sensações de liberdade e “empoderamento” nos movimentos e coreografias. Numa quase brincadeira de vontades e desejos. Um momento positivo e leve em que a dança, estimulada pelo estilo “passinho”, se expressa na sua totalidade.

BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO

O Balé da Cidade de São Paulo foi criado em 7 de fevereiro de 1968 com o nome de Corpo de Baile Municipal. Inicialmente com a proposta de acompanhar as óperas do Theatro Municipal e se apresentar com repertório clássico, teve Johnny Franklin como seu primeiro diretor artístico. Em 1974, sob a direção de Antônio Carlos Cardoso, assumiu o perfil de contemporâneo, que mantém até hoje. Em todos esses anos, se definiu como um celeiro de novos vocábulos de dança, inovação de movimento e criação de novas expressões artísticas. A carreira internacional da companhia teve início com a participação na Bienal de Dança de Lyon, na França, em 1996. A longevidade do Balé da Cidade de São Paulo, o rigor e o padrão técnico do elenco e da equipe artística atraem os mais importantes coreógrafos brasileiros e internacionais, interessados em criar obras para o grupo.

| Praça das Artes. Av. São João, 281, Centro. Dia 23, 19h.

| Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. Dia 30, 17h.

Parceria com Mês do Hip Hop | NELSON TRIUNFO – NELSON TRIUNFO E BAILE BLACK

A apresentação consiste em mostrar a evolução do hip hop, no caso da dança, vindo lá de trás dos tempos do Soul Funk até os dias atuais com B.boy, Popping, Locking, House e Waacking.

De uma forma dinâmica apresentaremos coreografias em grupo e solo ao mesmo tempo que o Dj e Mc interagem com o público, tornando um ambiente agradável e festivo, após a apresentação como dito nas convenças faremos um Baile Black para finalizar, onde o público irá dançar e se divertir à vontade com passinhos que o Nelson Triunfo e integrantes da equipe irão estar passando para os participantes.

| Praça das Artes. Av. São João, 281, Centro. Dia 23, 21h.

| Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes. R. Inácio Monteiro, altura do nº 6.900, esq. com Rua Alexandre Davidenko, Cidade Tiradentes. Zona Leste. Dia 30, 19h.

GIRA DANÇA – SEM CONSERVANTES — [CONTEMPORÂNEA]

Faixa Etária: Livre

Trata-se de fragmentos da memória. A memória presente nas fotografias dos processos anteriores de Angelo e Ana Catarina. Não são fotografias de registro de espetáculos. São fotografias tiradas dos vídeos dos trabalhos: “Somtir” (2003), “Outras Formas”(2004) e “Clandestino” (2006), fotos em posições específicas e escolhidas para se tornarem marcas da linguagem da dupla, essas fotografias geram os materiais a partir dos corpos que também possuem uma memória, e nesta mistura de “memórias” geram-se os resultados coreográficos.

?No fluxo permanente de transformações entre corpo e ambiente, a cultura funciona como um sistema aberto e de uma forma específica: os diferentes ambientes estimulam ou deixam de estimular o processamento paralelo do cérebro em regiões como o córtex pré-frontal (SENNETT, 2009, p. 308). E se na vida tudo se transforma, as tradições culturais não poderiam ficar de fora desse processo, se museuficando, se mantendo de forma intacta. Elas se transformam ao longo do tempo porque as redes dos grandes relevos de complexidade que as tecem coexistem sem rupturas, mas em diversos ritos de passagem que não cessam e nem estancam, ou seja, tudo está em constante transformação, “Sem Conservantes”.

| Teatro Paulo Eiró. Av. Adolfo Pinheiro, 765, Santo Amaro. Zona Sul. Dia 23, 21hDia 24, 19h.

CIA DRUW – VILA TARSILA — [ESPETÁCULO INFANTIL]

Faixa Etária: Livre

“Vila Tarsila”, espetáculo da Cia. Druw de Dança Contemporânea, transporta o espectador ao mundo antropofágico da artista brasileira Tarsila do Amaral. Num roteiro lúdico, que remonta sua trajetória criativa, desde suas primeiras impressões sobre cores e formas, até as origens dos elementos que influenciaram diretamente em sua criação artística, o trabalho mergulha na imaginação viajante de Tarsila, jogando luzes sobre suas memórias de infância: das brincadeiras que recheavam as tardes na fazenda onde vivia em Capivari, no interior de São Paulo, onde corria livremente entre pedras, árvores, cactus e brincava com bonecas feitas de mato, em contraponto com a educação francesa que recebeu de seus pais.

| Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa. Zona Oeste. Dias 23 e 24, 16h.

22+100 | MESA: MODERNISMO, ANTROPOFAGIA E DANÇA [DEBATES] – DEBATEDORAS: MARIKA GIDALI, CASÉ ANGATU E JUMA PARIRI. MEDIADORA: LÍGIA TOURINHO

Modernismo, Antropofagia e Dança No dia 26 de abril, terça-feira, às 19h, haverá a mesa “Modernismo, Antropofagia e Dança”, no Centro de Referência da Dança. A mesa reúne artistas e pesquisadores da dança e da performance para dialogar sobre os impactos do Modernismo, especialmente da Semana de 22 e do Movimento Antropofágico, na dança brasileira. A mesa tem o objetivo de abordar diferentes olhares sobre as relações entre a Modernidade e Dança, questionando também o próprio conceito de Modernismo e a leitura do termo Antropofagia por Oswald de Andrade.

| Centro de Referência da Dança. Baixos do Viaduto do Chá s.n., Galeria Formosa — Centro. Dia 26, 19h.

CIA BASE — ÉVOLON [DANÇA VERTICAL]

Faixa Etária: Livre

Évolon desafia a gravidade em prédios onde bailarinas aéreas experimentam diversas possibilidades do movimento no sentido vertical e horizontal, criando experiências inesperadas de dança, propondo planos, giros, voos, desequilíbrios, desenhos, fluidez e outras peripécias radicais nas alturas. Usando as fachadas dos prédios e pontes, o espetáculo Évolon, cria formas, desenhos, volumes e texturas corporais com as intérpretes que flutuam,dançam e voam usando a arquitetura da estrutura para compor suas coreografias. Évolon, apresenta coreografias que mostram a superação do corpo com a cidade,onde artistas desafiam seus limites, habitando e fomentando de forma sensorial e atuante o seu patrimônio arquitetônico, criando formas geométricas, desenhos no ar, transmitindo sensações e hipnotizando o espectador. As coreografias foram pensadas e estruturadas por meio da relação do corpo com a arquitetura, a paisagem, as perspectivas e os acontecimentos do local,enfatizando seu valor cultural, artístico e histórico, possibilitando novos olhares e interpretações para o espaço.

| Vale do Anhangabaú – Fachada do Centro Cultural dos Correios. Dia 29, 12h e 17h.

INGRESSOS:

Centros Culturais – Distribuição de ingressos 1h antes da apresentação/exibição.
Teatros – Distribuição de ingressos 1h antes da apresentação.
Casas De Cultura – Não é necessário retirar ingresso.

INSCRIÇÕES:
Oficinas: inscrições através da bio do espaço onde ocorrerá a atividade.

Confira a programação completa aqui.

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