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28/07/2022 - Levante popular baiano inspira projeto do Sesc São Paulo


O Sesc São Paulo, no âmbito do Bicentenário da Independência do Brasil em 1822, com atividades artísticas e socioeducativas, programações virtuais e presenciais em unidades na capital, interior e litoral do estado de São Paulo, dá início a “Uma Leitura dos Búzios”, projeto de criação de um espetáculo de teatro musical sobre a Conjuração Baiana, também conhecida como Revolta dos Alfaiates ou Revolta dos Búzios. 

A Oficina de Experimentações artística é voltada a estudantes e profissionais das artes do palco, acima de 18 anos, que possuam ou não DRT, e desejem participar de um processo artístico-pedagógico que selecionará parte do elenco da produção. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até 5 de agosto pelo portal www.sescsp.org.br/umaleituradosbuzios. 

Uma Leitura dos Búzios traz como proposta a discussão a respeito do levante popular baiano por meio de temas como o racismo e o apagamento da história do povo negro no Brasil, da democracia e das desigualdades sociais. O processo artístico-pedagógico se estrutura a partir do estudo coletivo e pessoal, em que serão desenvolvidas práticas de movimento, voz, gesto, danças, percussões e expressões corporais, considerando conhecimentos e valores estéticos, éticos, historiográficos, políticos e identitários da cultura brasileira, sobretudo da cultura negra. 

A Oficina de Experimentações é gratuita, tem carga horária de 16 horas e acontecerá de 13 a 26 de agosto de 2022, no?Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Na primeira fase serão pré-selecionadas 120 pessoas para a Oficina. Para tanto, as pessoas interessadas devem apresentar um vídeo de até três minutos que inclua minibiografia, experiências anteriores na área e um relato de como se vê nesse processo.   

Para a fase final, serão selecionadas 15 pessoas, que seguirão no Laboratório de Criação, no período de 30 de agosto a 2 de setembro de 2022, como integrantes do elenco do futuro espetáculo.  

Uma Leitura dos Búzios tem estreia prevista para novembro de 2022, com temporada entre novembro/2022 e janeiro/2023, no Teatro Antunes Filho, no Sesc Vila Mariana, com direção de Márcio Meirelles. 

As 15 pessoas selecionadas para seguir no Laboratório serão remuneradas, durante o processo até o final da temporada. 

Sobre a Conjuração Baiana 

A Conjuração Baiana, também conhecida como Revolta dos Búzios ou Revolta dos Alfaiates, foi um levante popular inspirado nos ideais da Revolução Francesa (1789 – 1799) e na Independência do Haiti (1791 – 1804). O movimento político aconteceu em Salvador (BA), em 1798, e teve como estopim a crise socioeconômica, que grande parte da população soteropolitana enfrentava, em detrimento à prosperidade dos donos de engenho de cana-de-açúcar. O levante iniciou com apoio das elites que viam no rompimento do pacto colonial uma possibilidade de aumentar os lucros, poder econômico e político. No entanto, essa parcela da população foi abandonando o movimento à medida que foram surgindo ideais como liberdade, igualdade e a extinção de privilégios desta mesma elite.  

A rebelião teve nomes como o médico Cipriano Barata e o tenente Aguilar Pantoja, mas os principais representantes do movimento surgiram das camadas populares, especialmente da população negra. Destaca-se a atuação de: Lucas Dantas (soldado), Manuel Faustino (aprendiz de alfaiate), Luiz Gonzaga das Virgens (soldado) e João de Deus (mestre alfaiate), todos negros, que foram presos e esquartejados, após repressão do governo. 

Sobre o núcleo de criação  

A condução do processo é de Márcio Meirelles, cenógrafo, figurinista, diretor e dramaturgo do Teatro Vila Velha de Salvador (BA). Trabalha com o Bando de Teatro Olodum e dirigiu os espetáculos “Trilogia do Pelô” (1991/94), “Cabaré da Rrrrraça” (1997) e “Bença“ (2010), tendo o primeiro inspirado o filme “Ó Paí Ó” (2007). Entre 2007 e 2010 foi Secretário da Cultura do Estado da Bahia e em 2019, pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, recebeu o título de Doutor Honoris Causa. Compõem a equipe técnica Alysson Bruno, Cristina Castro, Eliseu Correa, Gustavo Melo Cerqueira, João Milet Meirelles, Monica Santana, Roberta Estrela D’Alva e Tainara Cerqueira. 

Alysson Bruno  

Músico, percussionista e diretor musical.  Atualmente, atua nos seguintes grupos, bandas e coletivos: Batucada Tamarindo, Duo AfroAquarela, Aláfia. Além disso, é regente na Charanga do Afoxe Ile Omo Dada desde 2004, e regente e arranjador do Bloco Afropercussivo Zumbiido. 

Cristina Castro 

Artista das artes cênicas e gestora cultural. Criadora, diretora e curadora artística do Vivadança Festival Internacional (2007). Fundou em 1998 no Teatro Vila Velha a Cia. Viladança. Formada em Licenciatura em Dança pela UFBA, é integrante do colegiado de programação e gestão do Teatro Vila Velha. Prêmio “Prize for the Promotion of the Arts” (Unesco) pelo seu trabalho como coreógrafa e diretora.  

Eliseu Correa  

É dançarino, coreógrafo, professor de danças urbanas e videomaker. Foi vencedor de diversas batalhas de hip hop dance e house dance. Com coreógrafo trabalhou com importantes companhias no Brasil, Espanha, Itália, França e Dinamarca. Em 2022, foi coreógrafo da comissão de frente da Escola de Samba Vai Vai. 

Gustavo Melo Cerqueira 

Babalorixá, ator, diretor e dramaturgo. Graduado em Direito pela Universidade Federal da Bahia, Master of Arts e PhD em African and African Diaspora Studies pela Universidade do Texas (Austin, Estados Unidos). Autor de artigos publicados nas áreas de teatro, performance e estudos da religião.  Ator, assistente de direção, dramaturgista e produtor junto a grupos como o Bando de Teatro Olodum (BA) e a Cia dos Comuns (RJ), dentre outros. 

João Milet Meirelles 

Compositor, produtor musical, live electronics performer e fotógrafo. Desenvolve o trabalho autoral Infusão - projeto de performances musicais e composições através de improvisação. Desde 2012 faz live electronics e produção musical para o Baiana System, banda com impacto na cena da música independente brasileira e internacional. 

Márcio Meirelles 

Diretor teatral, cenógrafo e figurinista. É diretor artístico do Teatro Vila Velha (Salvador/BA). Diretor do Bando de Teatro Olodum, fundado com Chica Carelli, para os quais criou a “Trilogia do Pelô” (que inspirou o filme e série televisiva homônimas “Ó paí, ó!”), “Cabaré da Rrrrraça” e “Bença”; e da Cia dos Comuns, que trata da inserção do negro na cultura brasileira. Com o Black Theatre Co-op (Londres), dirigiu “Zumbi”. 

Monica Santana 

Artista do corpo e da palavra numa trajetória profissional multidisciplinar. Doutora e Mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA. Atualmente cursa o Certificado em Estudos Afrolatinoamericanos pelo Afro-Latin Research Institute at Hutcheons Center - Harvard University. Além de atuar, assina a dramaturgia e a direção de diversos trabalhos.   

Roberta Estrela D'Alva  

É atriz-MC, diretora, slammer e pesquisadora. Membro fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos-Teatro Hip-Hop. É a precursora dos poetry slams (batalhas de poesia falada) no Brasil e apresentou o programa Manos e Minas. Formou-se em Artes Cênicas pela ECA-USP e fez doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. 

Tainara Cerqueira 

É baiana, construída e fortalecida na capoeira e pelo Balé Folclórico da Bahia. Bailarina, coreógrafa e professora de Dança Afro Brasileira. Foi diretora de movimento dos clipes: “Pra que me chamas?”, da Xênia França e “Gira” e “Hipnose”, da Larissa Luz. É idealizadora, diretora e coreógrafa da Cia de Dança AfroOyá. 

CRONOGRAMA 

Inscrições até 05 de agosto de 2022 
Pré-seleção das pessoas inscritas: 6 a 10/8 

1ª fase 
Oficina de Experimentação 

Encontro geral: 13/8 – sábado – 14h às 17h. 

As pessoas selecionadas serão divididas em quatro grupos, conforme as datas e horários: 
16 a 19/8 – terça a sexta – Grupo 1: 12h30 às 16h30 e Grupo 2: 17h30 às 21h30 

23/8 a 2/9 – terça a sexta – Grupo 3: 12h30 às 16h30 e Grupo 4: 17h30 às 21h30 

2ª fase 
Laboratório de criação com 15 pessoas selecionadas para o elenco. 

30/8 a 2/9 – terça a sábado – 14h às 20h 

3ª fase 
Ensaios e montagem do Espetáculo “Uma Leitura dos Búzios”. 

06/09 a 16/11 – terça a sábado – tarde e noite (horário a definir) 

Participação na temporada no Teatro Antunes Filho, no Sesc Vila Mariana. 
17/11/2022 a 29/01/2023 – quinta a domingo – tarde e noite (horário a definir)  

A participação na 2ª e na 3ª fase, de 30/8/22 a 29/1/23, será remunerada. 
Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail?umaleituradosbuzios.vilamariana@sescsp.org.br.?? 

SERVIÇO
Uma Leitura dos Búzios - Oficina de Experimentações 
Inscrições até 05 de agosto, pelo portal www.sescs

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