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29/07/2022 - Como deixar sua postura mais articulada e expressiva


Uma árvore da vida. Um colar de pérolas. Uma cobra rastejante. Os bailarinos concebem a coluna e sua delicada complexidade de inúmeras maneiras, e entender as 33 vértebras interconectadas a partir das quais quase todo o movimento cresce pode ser muito desafiador.

Isso porque a coluna não apenas direciona o movimento do corpo, como também tem seu próprio poder expressivo, diz a diretora de Graham 2, Virginie Mécène: 

a arquitetura da coluna torna uma área difícil de acessar a mobilidade para muitos bailarinos.

Use estas dicas para desbloquear sua coluna tanto para o movimento quanto para a expressão:

Respire

A respiração é fundamental para liberar a coluna, diz Michelle Rodriguez, fisioterapeuta que trabalha com dançarinos em seu Manhattan Physio Group. Muitos profissionais não percebem que estão prendendo a respiração ou não respirando profundamente, o que, por sua vez, pode tornar a coluna torácica rígida. Um truque que Rodriguez gosta de usar para lembrar os bailarinos de respirar: fale enquanto se mova, assim  a inalação e exalação fluirão naturalmente.

Mécène recomenda um exercício simples de Graham chamado “Respirações” para construir a conexão entre a respiração e a coluna: 

sentado com as pernas cruzadas e as mãos para cada lado, expire enquanto curva a coluna e inspire enquanto se endireita. 

Aumentar Zoom diminuir zoom

Mécène incentiva seus alunos a visualizar os pequenos músculos internos que revestem a coluna, em vez dos músculos maiores e superficiais das costas. Afinal, a articulação não precisa ser sobre quão grande é sua amplitude de movimento, mas sim sobre a disponibilidade de movimento. Easterling faz com que os alunos sejam mais específicos em suas articulações, concentrando-se em micromovimentos. Uma imagem que ajuda: imaginar que você tem duas ou três vezes mais vértebras do que realmente tem.

Além de “ampliar”, Easterling gosta de “diminuir o zoom”: ele pede aos alunos que imaginem que a cabeça é a vértebra superior e a pelvis a última vértebra. “Encontre movimentos suaves entre esses dois lugares ao mesmo tempo, permitindo que a coluna se encaixe, como se sua cauda e cabeça estivessem conversando entre si”, diz ele. “Depois, há informações que viajam pela sua espinha, e é isso que queremos.”

Fique suave

Para ajudar os bailarinos a encontrar a suavidade, Easterling os encoraja a escanear suas costas em busca de áreas que parecem bloqueadas e se concentrar em trazer sensação para lá – usando imagens como água corrente ou a ideia de derreter – seja através do movimento ou do toque. Ele também lembra aos alunos que prestem atenção a qualquer tensão que estejam segurando em seus quadris, mandíbula, peito e caixa torácica, pois essas áreas podem afetar a quantidade de movimento disponível na coluna. Ele pedirá que imaginem que seu peito é feito de papelão encharcado, por exemplo, ou que sua caixa torácica consiste em muitas partes diferentes que podem se mover independentemente, em vez de como um grande pedaço.

O conceito de uma coluna "macia" pode se traduzir em qualquer estilo, mesmo aqueles que geralmente exigem uma coluna muito direcionada, como o balé. 

A suavidade da coluna não precisa ser um movimento. É uma sensação.

Fonte: www.dancemagazine.com

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