02/03/2019 - Movimento e sinergia - Percursos coreográficos - RJ


Prestes a completar 15 anos de existência, o Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro ocupa lugar de destaque na produção em dança da América Latina por mobilizar os diversos tons da dança carioca, com trabalho plural, significativo e acolhedor. Reúne em seus espaços de ensaio cerca de 30 companhias de dança e algumas delas compõem esta primeira programação coletiva com a Cidade das Artes.

Foto: divulgação

Programa de apresentações:

(Praça Coberta e Esplanada):

Encantos da Roseira - Grupo Roseira D'água (20min)

Release: Somos a Roseira D’Água, grupo formado por brincantes – dançarinos, músicos, arte-educadores, pesquisadores das culturas de matrizes ancestrais brasileiras. Reunimos o grupo na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, e, neste momento, ocupamos espaços públicos, educacionais e culturais. Realizamos apresentações, rodas culturais, oficinas de danças e ritmos musicais, tais como Coco de Roda e Ciranda, de Pernambuco, Bumba-meu-boi e Cacuriá, do Maranhão, Carimbó, do Pará, entre outras tradições que compõem a diversidade cultural do nosso país. No espetáculo “Encantos da Roseira” os integrantes são conduzidos por uma Estrela Guia que surge brilhando no céu e “alumiando” o mar. Os personagens (músicos e dançantes) navegam por águas encantadas, e nos apresentam nessa travessia lindos encontros com mestras e mestres das tradições que fazem dos ritos de trabalho e de devoção, festa de fé e diversão. Traz em seu enredo ritmos musicais e dançantes da cultura popular brasileira, como Samba, do Rio de Janeiro; Chegança, de Alagoas; Carimbó, do Pará; Cirandas e Cocos, de Pernambuco; Toque de Caixa do Divino Espírito Santo; Cacuriá e Bumba-meu-Boi, do Maranhão. Nossa proposta é apresentar por meio da arte os saberes que recebemos dos mestres e suas tradições para alunos em sala de aula, ocupações em territórios públicos e palcos das cidades, tendo como referência as matrizes da nossa formação identitária, propagando a cultura popular brasileira.

Ficha Técnica:

Direção geral: Viviane Brito Dançantes: Carla Giglio, Mariana Baldi, Viviane Brito, Deivison Garcia, Matheus Faria, Pedro Bárbara, Jessica Lima Músicos: Clara Paixão, Shantal, Luciano Monteiro, Matheus Faria, Rodrigo Rios, Romeu Silva

(Esplanada)

Mundano - Júlia Franca (20min)

Release: Que mundo queremos? Porque podemos ou não construir o mundo que buscamos? Mundano questiona como o ser humano, carregado de memórias e desejos, se relaciona com as coisas a sua volta. A partir do entrelaçamento entre dança e acrobacia aérea, a intérprete contracena com um objeto tetraédrico, de criação original, tanto no solo como em momentos de suspensão no ar. O jogo de tensões e hierarquias entre sujeito e objeto articulam-se na construção de um corpo-objeto guiado pelo espaço a sua volta, numa experiência sobre o desequilíbrio no encontro com o outro. Na versão do projeto “MUNDANO – Performance-instalação para escutar o vento” o público será convidado a interagir com o objeto e suas possíveis configurações espaciais. O vento, como ator topológico das linhas e vetores criados pelo aparelho tetraedro e cenário, envolve e desvela o corpo da performer, jogando entre o mover e ser movido.

Ficha Técnica:

Direção e performance: Julia Franca Produção: Pajé Cultural Rigging: Daniel Elias Criação Têxtil e Figurino: Benedito Neto Fotografia: Flavia Lamego

Pega o azul - Letícia Ramos e Julia Franca (15min)

Release: Um ensaio sobre a imaginação do movimento no ar e nos sonhos. O que temos produzido em nossos corpos por causa desse ritmo imposto pela sociedade? Eu também sou sociedade. Confundimos abundância com desperdício, sucesso com excesso de tarefas. O que fazer agora com essa escassez de tempo e recursos naturais? Com nosso desconforto e desencontro nas diferenças? Qualquer tentativa ética é, corajosamente, um corpo radical. Uma pausa de mil compassos... suspensão, suspiros… gaivotas em volutas, estrelas, cabeça para baixo, apreciar as nuvens… Natureza e expansão (eu acentuaria o “e” transformando em verbo afirmativo). Tudo, o todo, todos, todas, todes, tod_s: “People must help people” (Swami Dayananda). (Mu)dança vertical e (re)criação da paisagem arquitetônica em cênica utilizando equipamentos de escalada (arnês e corda), técnicas de dança contemporânea, dança de contato e dança vertical (aérea), improvisação e diálogo com músico multimídia produzindo (ao vivo) sonoridades a partir dos movimentos das bailarinas e dos deslocamentos do público através do KINECT, um dispositivo sensível ao movimento.

Ficha Técnica:

Bailarinas: Júlia Franca e Letícia Ramos Músico convidado: Felipe Ridolfi Técnico de Acesso por corda: Marcos Babu

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