02/04/2019 - Aula de Dança em Prol da Vítimas de Moçambique - SP


A passagem do ciclone Idai, em Moçambique, deixou centenas de vítimas fatais e um enorme rastro de destruição. O Ciclone deixou mais de 800 mortes nos três países africanos, a maioria em Moçambique (501), e já atingiu mais de 2,5 milhões de pessoas. As inundações decorrentes da passagem do ciclone tiveram consequências também em Madagascar e na África do Sul.

A tragédia em Moçambique motivou a escola a promover uma aula em prol das vitimas. No valor minimo de R$ 30, o total arrecadado com as inscrições será repassado totalmente para o país.

Foto: Janette Santiago

Sobre as professoras

Janette Santiago

Dançarina, professora de dança e atriz. Descobriu a dança afro com o dançarino e coreógrafo Irineu Nogueira. Tem como referência a metodologia “Dramaturgia das Danças dos Orixás dentro da Antropologia Teatral” desenvolvida por Augusto Omolú e as danças tradicionais do Oeste Africano, mais precisamente, Guiné. Como educadora, foi professora no programa de formação em dança e em cursos livres na Escola de Dança de São Paulo (Antiga Escola de Bailado/Teatro Municipal/SP) e no projeto Fábricas de Cultura. Ministra oficinas de dança pelo Brasil e desde 2014 atua como preparadora corporal em companhias de teatro.

Luciane Ramos

Bailarina, intérprete/criadora, antropóloga e pesquisadora. O ingresso no grupo de capoeira angola Guerreiros de Senzala – onde  também fazia aulas de dança afro – descortinou todo um universo referente às expressões de matrizes africanas, que marcará sua vida e seu trabalho. Depois, cursa Ciências Sociais na USP, onde integra o grupo de dança Aluvaye, sediado no Nucleo de Consciência Negra da USP, começando então suas pesquisas sobre as corporeidades da diáspora negra e partir dos estudos sobre religiosidades afro brasileiras. Interessa-se também por técnicas orientais , como o Butoh e somáticas como o BMC e a Eutonia. Integra o grupo de Estudos de dança coordenado por Inês Bogea e estuda princípios da técnica clássica na Escola Municipal de Bailados. Entre 2006 e 2008, integra a Cia Abieié de dança, quando torna-se professora de dança. Faz estudos e pesquisas nos Estados Unidos, Senegal, Burkina Faso e Guiné  Conacry – terreiros férteis para suas elaborações artísticas e pedagógicas, além de referência para o doutorado em curso na Unicamp. É co-idealizadora do Diaspóros Coletivo das Artes. 

Sobre o local

A SALA CRISANTEMPO é uma iniciativa voltada para a educação, pesquisa, apresentação de dança, teatro e música, formada por dois espaços: um estúdio de dança e um teatro multimídia modulável.

O estúdio de dança foi inaugurado em 2004 e oferece cursos relacionados à consciência do movimento, reunindo profissionais das artes do corpo ligados às idéias e práticas do bailarino, coreógrafo e pesquisador Klauss Vianna.

Convivem com esta linha de trabalho uma nova e reconhecida geração de pesquisadores e criadores do movimento, bem como profissionais que se destacam por seu trabalho de valorização e ressignificação formal da dança africana e investigação criativa das danças da diáspora.

O teatro se caracteriza por sua versatilidade na composição de ambientes para apresentações. Paredes articuláveis permitem múltiplos formatos de acordo com a demanda cenográfica do trabalho. Luz, som e a própria arquibancada seguem a modulação desejada.

A Sala Crisantempo promove oficinas e palestras, e viabiliza projetos que visam relações de respeito e reconhecimento, inclusive para grupos portadores de necessidades especiais. Desde 2008 passamos a nos posicionar propositivamente diante dos desafios socioambientais que se apresentam na atualidade, criando a nova frente de atividades e ações do Cineclube Socioambiental Crisantempo.

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