08/04/2019 - Temporada de espetáculos gratuitos chega a Fortaleza com Sesc Palco Giratório


Em abril, o Projeto Palco Giratório, festival itinerante de artes cênicas realizado pelo Sesc há 22 anos, chega em Fortaleza para uma temporada de 14 dias de espetáculos abertos ao público. De 3 a 24 de abril, acontecem apresentações de teatro, dança, circo, intervenção urbana e performance em teatros, praças e equipamentos culturais localizados no centro e  em comunidades da Capital.

Companhias de arte de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais e cinco coletivos do Ceará  apresentam-se em palcos tradicionais de Fortaleza, como o Cine Teatro São Luiz e o Theatro José de Alencar. No dia da abertura da 22ª edição do Palco Giratório, 5/4, às 19h, a peça de teatro será adaptada para pessoas com deficiência visual.

Na Unidade Fortaleza do Sesc, acontecem  as oficinas voltadas à preparação de artistas, com o objetivo de desenvolver as capacidades físico-perceptivas, alinhamento, força, concentração, definição e afinação dos sentidos. As cenas expandidas, por sua vez, trazem a opção de audiodescrição para pessoas com deficiência visual e debatem alternativas de acessibilidade

Nos bairros Jangurussu, Mondubim e Barra do Ceará a população da cidade tem acesso às apresentações realizadas nos Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cucas). No bairro José Walter, o espetáculo “Naquele Bairro Encantado” surpreende o público pelas ruas. Na Praça do Ferreira, o espaço urbano ambienta o a apresentação no dia 18/5 (ver programação)

Para crianças

Destaques para o público infantil é o espetáculo para bebês “Voa”, do Coletivo Antônia (DF)  inspirado na obra “A Menina e o Pássaro Encantado”, de Rubem Alves.

Sobre o Palco Giratório

O Palco Giratório existe desde 1998 e proporciona ações formativas, espetáculos de teatro, circo e dança para todas as idades. Reconhecido como um importante projeto de difusão e intercâmbio das artes, intensifica a formação de plateias com circulação de espetáculos dos mais variados gêneros. O Circuito já levou 9.526 apresentações em todo o País, muitos desses espetáculos dificilmente encontrariam, sem o apoio do Sesc, viabilidade comercial para apresentações nas diversas regiões brasileiras.

“Há 22 anos, o Palco Giratório promove o trabalho de artistas independentes e manifestações artísticas diversificadas, como dança, circo, teatro, intervenções urbanas e suas interfaces. Além de permitir que os artistas apresentem seus espetáculos em todas as regiões brasileiras, contribui para a formação de público e democratização do acesso à cultura”, destaca Mariana Pimentel, analista de artes cênicas do Departamento Nacional do Sesc.

Os artistas são selecionados por meio de uma curadoria formada por 33 profissionais do Sesc de todo o Brasil. A partir de critérios como diversidade de linguagem, regiões do país, faixa etária e trajetória dos artistas, a curadoria mapeia questões e tendências latentes no contexto atual das artes cênicas brasileiras.

“A proposta é destacar questões presentes na contemporaneidade por meio da arte: a importância do diálogo, da empatia, do encontro das diferenças, a visibilidade negra, a cultura indígena, as questões do feminino, a diversidade, são algumas das temáticas presentes este ano”, reforça Vicente Pereira Júnior, analista de artes cênicas do Departamento Nacional do Sesc.
Serviço
22ª edição do Circuito Sesc Palco Giratório
Data: 3 a 24 de abril
Ações: espetáculos e oficinas de artes cênicas
Mais informações: http://sesc.com.br/portal/site/PalcoGiratorio/2018/Espetaculos/
Acesso gratuito com doação de 2 kg de alimentos

Programação

Data: 5/4

Ogroleto – Grupo Pavilhão da Magnólia (CE) - (espetáculo com audiodescrição)

Ao ir à escola pela primeira vez, um menino se percebe muito diferente das demais crianças e lidar com essa diferença, para ser aceito, parece não ser fácil. Nessa árdua tarefa da aceitação, ele conta com a ajuda da sua mãe e de uma amiga do colégio. A peça da autora canadense Suzane Lebeau, até então inédita no nordeste brasileiro, trata de temas muito presentes na infância contemporânea, como: medos, dúvidas e diferenças.

Classificação etária: a partir dos 14 anos
Local: Theatro José de Alencar
Rua Liberato Barroso, 525, Centro
Horário: 9h
Entrada: 2kg de alimentos doado ao Programa Mesa Brasil Sesc

Data: 8/4

Meu Seridó – Casa de Zoé (RN)

Um espetáculo teatral resolveu trazer o sertão do Rio Grande do Norte até você. “Meu Seridó” vai lhe proporcionar um passeio imaginário e delirante por este lugar arcaico e mítico. Um território nostálgico de arengas e amores. Em apenas uma hora, dez mil anos passarão diante de seus olhos. Universal ao falar da própria aldeia, “Meu Seridó” versa, acima de tudo, sobre o mais atual (e eterno) dos temas. Trata da relação do Homem com a Terra – que nesse começo de milênio chega a um grave impasse. Tudo, é claro, com muito humor, música e boas doses de reflexão.

Classificação etária: 12 anos
Local: Cine Teatro São Luiz 
Rua Major Facundo, 500 – Centro
Horário: 19h
Entrada: 2kg de alimentos doado ao Programa Mesa Brasil Sesc

Data: 9/4

Rara – No Barraco da Constância Tem! (CE)

Atlas tropeça e deixa o universo desabar revelando um vazio-pleno. Esse espaço é um campo de expansão e tudo vibra nas suas ondulações. Nesta batelada de movimentos ternários, os extremos se encontram no infinito e recriam o não conhecido ou o sistema das semelhanças. Uma bandeira, um livro, um compasso, um ovo, umas frutas, um cálice, um osso, um cacto, uma caravela, um esquadro, uma poeira e um disco voador. Agir pela não-ação. Perder o lugar da fronteira. Balbuciar a linguagem. Descobrir os barulhos cósmicos. Reagrupar uma sinfonia ao ouvido astuto. Diminuir a distância dos anos-luz.

Classificação etária: 14 anos
Local: Cine Teatro São Luiz 
Rua Major Facundo, 500, Centro
Horário: 19h
Entrada: 2kg de alimentos doado ao Programa Mesa Brasil Sesc

Data: 10/4

Estado de Luta – Cia Balé Baião (CE)

A Cia. Balé Baião se propõe dançar mobilizada pelo desejo de retomada dos nossos direitos, pelo anseio de ser/fazer-se corpo em estado de presença interventiva no mundo. Compreendemos dança como suspensão de estados poéticos no corpo e para além dele. No hoje e no agora o corpo é de enfrentamento, guerrilha, luta e reinvenção! No hoje e agora a poesia é de engajamento, compromisso e organização popular! No hoje, no agora e doravante, essa dança é uma denúncia sim! Um grito corajoso provindo de um brado ancestral, um anúncio esperançoso, uma conspiração comunitária, um motim pela vida, um convite à luta antes que nos proíbam de dançar.

Local: Cine Teatro São Luiz 
Rua Major Facundo, 500 – Centro
Horário: 19h
Entrada: 2kg de alimentos doado ao Programa Mesa Brasil Sesc

Data: 11/4

Cavalo Marinho Estrela de Ouro – Cavalo Marinho (PE)

Contendo música, dança e teatro, o Cavalo Marinho é uma brincadeira típica de algumas cidades da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Ao som da rabeca, do pandeiro, da bage e do mineiro inicia-se com trupés e pisadas e segue com as entradas e saídas das figuras, que podem ser de animais ou trajando máscaras de couro, papel marchê, goma, carvão. Durante a brincadeira surgem várias figuras que nos trazem a reflexão sobre as relações de poder, opressor e oprimido, patrão e empregado. Ao fim surge o boi assinalando o término do brinquedo onde o Capitão com o apito canta toadas de despedida.

Local: Sesc Fortaleza 
Rua Clarindo de Queiroz, 1740, Centro
Horário: 18h
Entrada: Gratuito

Data: 11/4

Das Cinzas Coração – Quimera Criações Artísticas e Teatro Ateliê (RS)

Qual o sentido de, em pleno século XXI, num espetáculo de CIRCO-TEATRO, usar a linguagem do CINEMA de 100 anos atrás para contar uma história de opressão feminina passada em 1920? É que estas cenas seguem reencenadas na vida real, em todo canto, todas as classes sociais e orientações religiosas ou políticas. “Das Cinzas Coração” brinca que é cinema mudo em preto-e-branco, com trilha ao vivo feita por um pianista como os da época. Tudo pra fazer rir com Aurora, que tenta espremer a poesia possível do seu já murcho lar, nada doce lar. Porque a gente acredita que não há nada mais transformador que o riso – 23 séculos antes do cinema, Aristóteles já dizia disso. Só que usamos de referência um filósofo mais contemporâneo: o cítrico e genial cineasta Buster Keaton.

Classificação etária: 12 anos
Local: Theatro José de Alencar 
Rua Liberato Barroso, 525, Centro
Horário: 19h
Entrada: 2kg de alimentos doado ao Programa Mesa Brasil Sesc

Data: 12/4

R.A.L.E. (Realidade Apropriada Libera Evidência) – Jessé Batista (AL)

O espetáculo R.A.L.E (Realidade Apropriada Libera Evidência) é um corpo preado por um sentido político que desfavorece um terço da imensa população brasileira, não é a questão de permanecer e pertencer aquele lugar e sim de ser tratado como apenas um mero corpo. Um corpo construído como um dispêndio de energia muscular, em meio a ruas, avenidas, becos, vielas, subidas, decidas, em uma cidade desigual, a qual um dos maiores desafios é se sustentar perante o seu próprio corpo

Classificação etária: 12 anos
Local: Cuca Mondubim 
Rua Santa Marlucia, 0,s/n
Horário: 19h
Entrada: 2kg de alimentos doado ao Programa Mesa Brasil Sesc

Data: 15/4

Traga-Me a Cabeça de Lima Barreto – Cia. Dos Comuns (RJ)

Inspirada livremente na obra de Lima Barreto, especialmente em Diário Íntimo e Cemitério dos vivos, “Traga-me a cabeça de Lima Barreto!” é um monólogo teatral, com interpretação de Hilton Cobra, autoria de Luiz Marfuz e direção de Fernanda Júlia, que reúne trechos de memórias impressas em suas obras, entrecruzadas com livre imaginação. O texto fictício tem início logo após a morte de Lima Barreto, quando eugenistas exigem a exumação do seu cadáver para uma autópsia a fim de esclarecer “como um cérebro inferior poderia ter produzido tantas obras literárias – romances, crônicas, contos, ensaios e outros alfarrábios – se o privilégio da arte nobre e da boa escrita é das raças superiores?”. A partir desse embate com os eugenistas, a peça mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, sua vida, família, a loucura, o alcoolismo, sua convivência com a pobreza, sua obra não reconhecida, racismo, suas lembranças e tristezas.

Classificação etária: 14 anos
Horário: 19h
Local: Teatro São José 
R. Rufino de Alençar, 299-327
Entrada: 2kg de alimentos doado ao Programa Mesa Brasil Sesc

Data: 18/4

Da Silva, El Hijo de las Americas – Cia. Dona Zefinha (CE)

Da Silva, cansado de sua rotina de trabalhar como escravo para o Dono da Grana, decide sair do emprego, lagar seu lugar de conforto que o aprisiona, para tentar compreender o sentido da vida. Durante um sonho, escuta uma voz que sugere uma viagem atemporal rumo ao desconhecido seguindo o rio invisível em busca do filho das Américas, onde encontrará sua identidade. No caminho, encontra vários personagens da cultura popular latino America, ícones, mártires e mitos que vão aos poucos mostrando a verdadeira história jamais contada, dando-lhes conselhos e saberes que serão úteis na jornada. Da silva conseguirá encontrar o que busca? Isso é o que veremos.

Local: Praça do Ferreira 
R. Floriano Peixoto – Centro
Horário: 17h
Entrada: Gratuito

Data: 20/4

VOA – Coletivo Antônia (DF)

Livremente inspirado em A menina e o Pássaro Encantado, de Rubem Alves, VOA percorre o caminho das sutilezas e dos sentidos, tratando de cumplicidade e de saudades, mas principalmente de liberdade. As meninas e os pássaros que habitam o conto brincam, no espetáculo, com muitas possíveis relações de amizade, em ambiências que estimulam a interação do bebê com as luzes, os sons, os aromas e a cenografia. Entre idas e vindas de um pássaro viajante, VOA transgride as noções tradicionais de tempo, de espaço e de amor.

Classificação etária: livre
Local: Theatro José de Alencar 
Rua Liberato Barroso, 525, Centro
Horário: 17h
Entrada: 2kg de alimentos doado ao Programa Mesa Brasil Sesc

Data: 21/4

VOA – Coletivo Antônia (DF)

Livremente inspirado em A menina e o Pássaro Encantado, de Rubem Alves, VOA percorre o caminho das sutilezas e dos sentidos, tratando de cumplicidade e de saudades, mas principalmente de liberdade. As meninas e os pássaros que habitam o conto brincam, no espetáculo, com muitas possíveis relações de amizade, em ambiências que estimulam a interação do bebê com as luzes, os sons, os aromas e a cenografia. Entre idas e vindas de um pássaro viajante, VOA transgride as noções tradicionais de tempo, de espaço e de amor.

Classificação etária: livre
Local: Casa Absurda 
Rua Isac Meyer, 108, Aldeota
Horário: 17h
Entrada: 2kg de alimentos doado ao Programa Mesa Brasil Sesc

Data: 23/4

Naquele Bairro Encantado – Teatro Público (MG)

Um grupo de velhos mascarados visita um bairro da cidade povoando o cotidiano dos moradores com imagens saudosistas do passado. No Episódio I – Estranhos Visitantes, o grupo realiza uma intervenção teatral na qual o público é convidado a fazer um passeio pelo bairro, enquanto os mascarados realizam ações cotidianas e estabelecem relações com os moradores e transeuntes. Já no Episódio II – Ensaio para uma Serenata, o grupo sai pelas ruas oferecendo canções nas residências, com um repertório constituído de músicas populares de meados do século passado que compõem o espetáculo itinerante.

Classificação etária: livre
Local: Bairro José Walter (imediações do Polo de Lazer)
Horário: 16h
Entrada: Gratuito

Data:24/4

AQUELAS – Coletivo Manada (CE)

AQUELAS remonta a história de Maria de Bil, santa popular da cidade de Várzea Alegre-CE, assassinada em 1926 pelo seu “companheiro”, transformada em mártir, e até hoje é ícone de devoção do povo da região. No espetáculo, que mistura a história da santa com pessoalidades das intérpretes, o público é convidado a participar do preparo de um indigesto jantar envolvendo facas, carne, sangue e outros elementos, oferecidos à mesa com os corpos das próprias atrizes/performers. Uma encenação delicada e cruel que apresenta, através de quadros performativos, um caleidoscópio das diversas formas de violência de uma sociedade machista. Bom apetite!

Classificação etária: 14 anos
Local: Cuca Barra 
Av. Presidente Castelo Branco, 6417
Horário: 19h
Entrada: 2kg de alimentos doado ao Programa Mesa Brasil Sesc

Ações Formativas – Oficinas

Oficina: Contação de histórias, com a Quimera Criações Artísticas e Teatro Ateliê (RS)

Oficina prática focada em exercitar técnicas que facilitem a fluidez da narrativa, agucem sentidos e aumentem a percepção da importância dos detalhes a serem contados, para que cada participante possa aprimorar seu estilo de contação com base nas técnicas experimentadas.

Data: 11 e 12 /4
Horário: 8h as 12h 
Local:
 Sesc Fortaleza 
Rua Clarindo de Queiroz ,1740, Centro
Público-alvo: contadores de histórias, artistas, educadores, bibliotecários e demais interessados
Carga horária: 8 horas
Número máximo de participantes: 20 vagas
 

Cena Expandida

Vivência Vouver Acessibilidade (com audiodescrição) Andreza Nóbrega

Data: 3, 4 e 5/4
Horário: 8h às 12h
Local: Sesc Fortaleza, sala de dança 
Rua Clarindo de Queiroz ,1740, Centro

Pensamento Giratório – (com audiodescrição) Acessos nas Artes Cênicas. Ser Artista? Ser Espectador? Eis Uma Das Questões

Data: 5/4
Horário:14h
Local: Sesc Fortaleza, sala de dança 
Rua Clarindo de Queiroz ,1740, Centro

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