04/06/2019 - "Biblioteca de Babel " - Balé da Cidade de São Paulo - SP


O diretor artístico da companhia Ismael Ivo assina a ideia e o conceito junto com Marcel Kaskeline (também cenógrafo do espetáculo). A coreografia também é de Ismael Ivo, figurinos de Gabriele Frauendorf e desenho de luz de Marco Policastro.

Ivo esclarece que o objetivo é discutir os princípios da comunicação, a evolução e o entendimento entre os homens. Para isso, partiu da ideia do conto Biblioteca de Babel, do escritor argentino Jorge Luiz Borges, em que os corpos são compreendidos como um livro em sua própria exclusividade, um documento das nossas vidas e existência.   A referência no espetáculo é categórica, o público se depara com os bailarinos arquivados em uma prateleira como um livro, uma espécie de arquivo humano. Em um primeiro momento, isolados, ‘encaixotados’, cada um no seu mundo. 

“Mas o ‘livro individual’ precisa ser aberto para que se descubra seu conteúdo, pois ali estão impressos todos os aspectos e informações: qualidades, defeitos, talentos, ajustes, desajustes e infinitas vivências do homem”, completa.

Neste momento de “ruptura”, se estabelece um confronto de ideias e a produção passa a discutir questão de aceitações, inclusão e tolerância entre os homens.  O balé evolui para uma alusão ao mito da “Torre de Babel” em que uma ventania derrubou a torre e espalhou os cidadãos com idiomas diferentes pelo mundo, indivíduos que precisavam conviver e aceitar as diferenças.

Para a construção deste espetáculo todos os 34 bailarinos tiveram que estudar a teoria da Evolução da Espécie Humana, de Charles Darwin, e mergulharam no trabalho do fotógrafo Eadweard Muybridge que se especializou em captar os movimentos de locomoção dos homens e dos animais.

A Biblioteca de Babel é a concretização de uma pesquisa realizada anteriormente por Ismael Ivo, que resultou na produção Biblioteca del Corpo, também inspirado no conto Biblioteca de Babel. Há sete anos Biblioteca del Corpo  foi apresentada por 25 integrantes do projeto L´ Arsenale dela Danza , da Bienal de Dança de Veneza, na Itália, que teve Ivo como diretor.

Foto: Fabiana Stig - Balé da Cidade de São Paulo realiza intervenção na Catedral da Sé. 

SERVIÇO
"
A Biblioteca de Babel"
Data: 14, 15, 16, 19, 20, 21, 22 e 23 de junho de 2019
Horário: , às 20h, domingos dias 16 e 23 , às 18h
Local: 
Ingressos: 
R$ 80 / R$ 40 / R$ 12 pelo site eventim.com.br ou pela bilheteria.
Horário da Bilheteria do Theatro Municipal: De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h.
Duração aproximada: 70 minutos
Classificação Indicativa: 14 anos
 


Onde: Theatro Municipal de São Paulo
Quanto: R$ 80,00 (inteira) | R$ 12,00 pelo site eventim.com.br ou bilheteria

Ficha Técnica

Ideia e Conceito: Ismael Ivo e Marcel Kaskeline
Coreografia: Ismael Ivo
Música: Ivan Fedele, György Ligeti, gravação de Kodo, Steve Reich
Cenário: Marcel Kaskeline
Figurinos: Gabriele Frauendorf
Assistente de Figurino: Juliana Andrade
Desenho de Luz: Marco Policastro
Assistente de Coreografia: Valentina Schisa e Elisabetta Violante
Ensaiadoras: Carolina Franco e Roberta Botta

Bailarinos: Alyne Mach, Ana Beatriz Nunes, Antônio Adilson Jr., Ariany Dâmaso, Bruno Gregório, Bruno Rodrigues, Camila Ribeiro, Carolina Martinelli, Cleber Fantinatti, Erika Ishimaru, Fabiana Ikehara, Fabio Pinheiro, Fernanda Bueno, Grecia Catarina, Harrison Gavlar, Isabela Maylart, Jessica Fadul, Leonardo Hoehne Polato, Leonardo Muniz, Leonardo Silveira,  Luiz Crepaldi, Luiz Oliveira, Manuel Gomes, Marcel Anselmé, Márcio Filho, Marina Giunti, Marisa Bucoff, Rebeca Ferreira, Renata Bardazzi, Reneé Weinstrof, Uátila Coutinho, Victor Hugo Vila Nova, Victoria Oggiam, Yasser Díaz

Duração aproximada: 70 minutos
Classificação Indicativa: 14 anos
Ingressos: R$ 80 / R$ 40 / R$ 12 pelo site eventim.com.br ou pela bilheteria.
Horário da Bilheteria do Theatro Municipal: De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h.

BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO  – 50 anos – 1968-2018

O Balé da Cidade de São Paulo completou 50 anos em 2018. A temporada comemorativa com espetáculos em homenagem ao Caetano Veloso, David Bowie, além da Sagração da Primavera e apresentações no Theatro Municipal de São Paulo, Instituto Tomie Ohtake, Auditório Ibirapuera, foi um enorme sucesso de público com cerca de 40 mil pessoas presentes. Em abril, o grupo reapresentou o espetáculo A Sagração da Primavera no Theatro Municipal de São Paulo e durante a mostra Abril Pra Dança no Auditório Ibirapuera. Ainda no segundo semestre de 2019, o grupo estreia a coreografia inédita Bolero, de Andonis Foniadakis, que já coreografou para a Companhia de Dança de Sydney, Companhia de Dança Martha Graham, Ballet Jazz de Montréal, Ballet de l’Opéra de Lyon e Companhia Nacional de Dança do País de Gales, entre outras. Em 2011, Foniadakis criou Paraíso Perdido que acabou se tornando um dos grandes balés do repertório da companhia paulista.

216 Obras coreográficas no repertório
176 Criações originais para o BCSP40 Remontagens de obras criadas para outras companhias
27 Remontagens de obras do repertório do BCSP.
33 Criações originais e 03 remontagens da Cia 2.
27 Participações em óperas.
121 Obras criadas em mostras de coreografia.
07 Obras criadas em mostras e incorporadas ao repertório
58 Premiações
17 Países visitados em 22 anos de turnês internacionais
78 Cidades na Europa, Ásia, Oriente Médio, América do Sul e América do Norte
20 Bailarinos convidados
346 Bailarinos

Sobre o Balé da Cidade de São Paulo

O Balé da Cidade de São Paulo foi criado em 7 de Fevereiro de 1968. Inicialmente com a proposta de acompanhar as óperas do Theatro Municipal e se apresentar com obras do repertório clássico, teve Johnny Franklin como seu primeiro diretor artístico. Em 1974, sob a direção Antonio Carlos Cardoso, a companhia assumiu o perfil de dança contemporânea, que mantém até hoje. Em todos esses anos, o repertório se definiu com um celeiro de novos vocábulos de dança, inovação de movimento e criação de novas expressões artísticas.

Abrigou um corpo de solistas qualificados que com coreógrafos de alta qualidade marcaram uma época. Suas criações se destacam como inéditas e foram apresentadas com grande sucesso na plataforma nacional e internacional. A bem-sucedida carreira internacional da companhia teve início com a participação na Bienal de Dança de Lyon, França, em 1996. Desde então suas turnês europeias têm sido aclamadas tanto pela crítica especializada quanto pelo público de todos os grandes teatros onde se apresenta.

A longevidade do Balé da Cidade de São Paulo, o rigor e padrão técnico do elenco e equipe artística, atraem os mais importantes coreógrafos brasileiros e internacionais, interessados em criar obras para seus bailarinos e artistas. Atualmente, a companhia tem como diretor artístico o bailarino e coreógrafo Ismael Ivo que também é fundador, diretor e conselheiro do Festival ImPulsTanz, de Viena.

Sobre Ismael Ivo
Diretor artístico do Balé da Cidade de São Paulo

É bailarino e coreógrafo. Dirigiu por oito anos o setor Dança na Bienal de Veneza e foi diretor e chefe de coreografia no Theatro Nacional Alemão. Fundador, diretor e conselheiro artístico do Festival ImPulsTanz, de Viena. Diretor e criador do projeto Biblioteca do Corpo. Atuou também como professor convidado da Max Reinhardt Seminar, na Universidade de Música e Artes Performáticas de Viena, e como Diretor Artístico do Prêmio Roma de Coreografia Contemporânea. No Brasil, é diretor artístico do Balé da Cidade de São Paulo.

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