13/07/2021 - GRUPO CORPO em Temporada Comentada


Depois das séries de aulas e workshops que propuseram um exercício lúdico e relaxante com base nos balés da companhia mineira, o Grupo Corpo está programando novos encontros on-line com o público – uma minitemporada comentada. Nas sextas-feiras 16/7, 13/8, 17/9 e 8/10, a partir de 19h30, a companhia mineira transmite pelo seu canal do Youtube, gratuitamente, quatro dos balés mais aclamados: Parabelo, Gira, Bach e Suíte Branca. Cada um dos balés ficará aberto para o público, gratuitamente, na semana seguinte ao encontro.

Na sequência, os coreógrafos Rodrigo Pederneiras (em julho, agosto e setembro) e Cassi Abranches (em outubro) entram ao vivo para conversar sobre os balés, os processos de criação e a companhia em si. Na verdade, quem entrevista Rodrigo e Cassi é o público, através de perguntas enviadas pelas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) com a hashtag #grupocorporesponde - e na hora da conversa, pelo chat. A mediação é da bailarina Karen Rangel.

As transmissões e conversas são de acesso livre e gratuito, pelo oferecimento da ArcelorMittal (através de sua Fundação), empresa internacional de aço e mineração, que completa 100 anos em 2021.

“O mais gostoso vai ser o contato, falar com as pessoas, ao vivo”, conta Rodrigo Pederneiras. “Essa pandemia que impede o contato com o público é muito difícil para todos. As quatro peças que vamos mostrar são uma bela maneira de recordar e contar histórias, curiosidades, vivências. Parabelo é um balé sobre o sertão nordestino; Gira se baseia na religiosidade afro-brasileira; Bach é a cultura universal e o barroco mineiro; e Suite Branca, criação da fantástica Cassi Abranches, agrega uma outra linguagem contemporânea. É um belo apanhado”, completa o coreógrafo, que lembra ter sido Gira e Bach os balés da última temporada antes da pandemia, na turnê pelos Estados Unidos e Canadá.

PROGRAMAÇÃO

16 de julho – Parabelo - [1997] - coreografia: Rodrigo Pederneiras´/ música: Tom Zé e Zé Miguel Wisnik / cenografia: Fernando Velloso e Paulo Pederneiras / figurino: Freusa Zechmeister / iluminação: Paulo Pederneiras

Com inspiração sertaneja, Parabelo, de 1997, é para Rodrigo Pederneiras a “a mais brasileira e regional” de suas criações, sobre uma trilha inspirada que relê cantos de trabalho e devoção, o baião cadenciado baião e uma miríade de ritmos do Nordeste. No cenário, a estética dos ex-votos de igrejas interioranas que inspira Fernando Velloso e Paulo Pederneiras na composição dos dois painéis, de 15m X 8m. Cores intensas – na primeira parte, veladas por um tule negro - estão no figurino de Freusa Zechmeister.

13 de agosto – Gira [2017] - coreografia: Rodrigo Pederneiras / música: Metá Metá / cenografia: Paulo Pederneiras / figurino: Freusa Zechmeister / iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras

Os ritos da umbanda – a mais cultuada das religiões nascidas no Brasil, resultado da fusão do candomblé com o catolicismo e o kardecismo – são a grande fonte de inspiração de Gira, cujos onze temas musicais, criados pelo Metá Metá, são guiados por Exu, o mais humano dos orixás.
Mas engana-se quem pensa que vai assistir a uma representação mimética dos cultos afro-brasileiros. Rodrigo Pederneiras (re)constrói o poderoso glossário de gestos e movimentos que pesquisou e observou. Os bailarinos vestem saias brancas de corte primitivo e tecido cru e têm o torso descoberto, na criação de Freusa Zechmeister; o palco é uma caixa preta que os intérpretes nunca deixam (quando não dançam, estão às margens do quadrado iluminado palco/terreiro), na concepção de Paulo Pederneiras – quase uma instalação cênica de negro e luz.

17 de setembro – Bach [1996] - coreografia: Rodrigo Pederneiras / música: Marco Antônio Guimarães (sobre a obra de J. S. Bach) / cenografia: Fernando Velloso e Paulo Pederneiras / figurino: Freusa Zechmeister / iluminação: Paulo Pederneiras

Um jogo entre o barroco de Bach e o barroco de Minas Gerais, no Brasil, se realizam como dança. A coreografia aspira ao que está acima, e a música, ao que está dentro das partituras de Bach e que Marco Antônio Guimarães, o compositor, ajuda a descobrir. Entre azuis, dourados e negros, Bach celebra a arquitetura da vida: fluxo contínuo de onde emergem construções cinéticas surpreendentes.

8 de outubro – Suíte Branca [2015] - coreografia: Cassi Abranches / música: Samuel Rosa / cenografia: Paulo Pederneiras / figurino: Freusa Zechmeister / iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras

Vestidos de branco do princípio ao fim do balé, movimentando-se sobre o linóleo também branco e tendo ao fundo um painel cujas saliências e reentrâncias sugerem uma gigantesca geleira, os bailarinos do Grupo Corpo percorrem o instigante emaranhado de temas composto por Samuel Rosa para a trilha de Suíte Branca. Suíte Branca marca a primeira colaboração da jovem coreógrafa paulista Cassi Abranches com a companhia mineira de dança. Entre ondulações de braço e quadril, movimentos pendulares, suspensões e quedas, a partitura de movimentos propõe um diálogo com a lei da gravidade.

Essa temporada comentada é oferecimento da ARCELORMITTAL

O Grupo Corpo tem patrocínio master do INSTITUTO CULTURAL VALE; patrocínio do ITAÚ e da CEMIG, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais

Foto: Bach - Crédito da foto: José Luiz Pederneiras

SERVIÇO
Grupo Corpo - Temporada Comentada - Exibição na íntegra de balés gravados e conversa com os coreógrafos

Datas e horário:

Às sextas-feiras a partir de 19h30; 

  • 16 de julho (Parabelo),
  • 13 de agosto (Gira),
  • 17 de setembro (Bach) e
  • 8 de outubro (Suite Branca)

Onde: Youtube - www.youtube.com/grupocorpooficial

ACESSO GRATUITO

Os balés ficam disponíveis uma semana após o encontro

As perguntas poderão ser enviadas com antecedência, com a hashtag #grupocorporesponde, pelo Facebook (www.facebook.com/GrupoCorpo), pelo Instagram (@grupo_corpo) e pelo Twitter (@grupocorpo) ou durante a conversa pelo chat

 

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